Primeiro e único post de 2017

31/12/2017

Quase que 2017 passou sem registro por aqui.

QUASE.

Mas a vida é bem doida, ela cuida de dar novas oportunidades e lembrar a gente.

E, por algum motivo, lembrei de entrar no Warum-Nicht e vi tudo que escrevi até hoje.

Que coisa louca, esse blog tem quase dez anos e é incrível ver o quanto mudei e, ao mesmo tempo, o quanto ainda sou eu mesma.

Mas depois falo mais sobre isso.

Só sei que 2017, mesmo sem nada de excepcional, foi um ano maravilhoso.

Obrigada por tudo, mundo!

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Tchau 2016, obrigada por tudo! Vem 2017 :D

31/12/2016

Não é novidade que sempre tem que ter post de final ou começo de ano. É assim que consigo lembrar um pouco do que eu pensava/sentia e ver o quanto mudei. O que posso dizer de 2016, então?

Para começar, posso dizer que consegui realizar o que eu esperava: consolidar os aprendizados de 2015. Disse mais nãos, encontrei meios de realizar meus sonhos e parei de arrumar desculpas para a minha inércia, adequei e organizei minha rotina na medida do possível para realizar meus projetos e, ufa, graças a deus tive saúde todo o ano e termino esse finalzinho com uma paz de espírito indescritível, como há muito tempo não sentia 😀

Materializando tudo o que descrevi aí em cima:

  • Cantei no porão 3x e gravei dois vídeos cantando
  • Fiz parte do NDIS nos dois semestres, sendo que o trabalho desenvolvido no primeiro semestre resultou numa viagem à Brasília que foi sensacional! Uma experiência indescritível!
  • Dei início a uma alimentação mais saudável, consegui reduzir o percentual de gordura corporal e ganhar mais disposição 😀
  • Dei início à atividade física regular e, Deus do céu, como tem me feito bem! Quero muito mais disso em 2017! Xô preguiça, cansaço e mau-humor!
  • Fiz o curso Happiness da Arte de Viver e o Laboratório da Fundação Estudar, duas experiências que me provocaram boas reflexões sobre o que quero para a minha vida, como encontrar paz de espírito e realizar meus projetos.
  • Terminei um relacionamento de longo tempo que, embora tenha me trazido muitos frutos e momentos bons, já não estava mais me deixando feliz. Agradeço imensamente todo o aprendizado e a parceria desse período, mas agora preciso seguir um novo caminho que me faça mais sentido.
  • Fiz meu tratamento com Roacutan, o que melhorou bastante minha autoestima. Espero que os resultados perdurem no tempo!
  • Terminei a faculdade com a qual sonhei tanto, mas tanto! Dá um gostinho doce na boca sempre que leio textos da época em que cursar direito na USP era apenas um sonho e, hoje, é uma lembrança ❤
  • Fiz novas amizades, reatei laços com amizades antigas e preservei outras. Foi um ano ótimo do ponto de vista das amizades 😀
  • Fui em várias festas, saí pra caramba 😀
  • O relacionamento com meus pais está melhor

Basicamente isso.

Viajei menos do que gostaria, mas em contrapartida tive outras realizações. E que venham mais.

Li que 2016 foi um ano de encerramento de ciclos, e que 2017 será um ano de início. E o que esperar desse início?

Bom, quero manter e aperfeiçoar tudo aquilo que conquistei em 2016: a atividade física, a alimentação saudável, o canto, as amizades, o amor próprio sem culpa… Por fim, alguns desejos novos e mais simples são retomar o estudo de idiomas, passar na OAB e guardar dinheiro. Acho que dá, né?

Vamo que vamo 2017 😀

Meu deus

03/09/2016

Meu deus, faz um ano desde que descobrimos que meu namorado estava com câncer.
Foram doze sessões de quimioterapia, mais vinte de radioterapia. Foram dias de angústia pela saúde dele, foram dias de culpa minha. Foi um ano novo estranho. Foram tantos sentimentos difíceis. Foi o início da terapia (me rendi, me encontrei). Foi a retomada, aos poucos, da confiança. Graças a deus saúde novamente. E, agora, novas perspectivas e um futuro incerto.

Meu deus, eu vou me formar. Aquela agonia toda registrada aqui passou faz cinco anos. Mas ela ainda está aqui, guardadinha. E está dentro de mim, também. Engraçado que a lembrança dos tempos de cursinho ainda me é muito forte. Foi um dos períodos mais estressantes e angustiantes pelos quais já passei, e de lembrança ficou comigo uma ansiedade contra a qual tenho lutado.

Meu deus, meus pais se divorciaram faz uns anos e todo dia ainda é algo novo. Todo dia é uma reconstrução de relacionamento, é uma tentativa de voltar a me sentir bem com eles e suas respectivas famílias.

Meu deus, todo dia é um dia de saudade das coisas que não vivi – e de algumas que vivi também. É uma tentativa de ser inteira em tudo que faço. De materializar meus sonhos.

Meus deus. Às vezes viver é tão doloroso. Às vezes fico retomando pensamentos de momentos que eu gostaria que tivessem parado no tempo. Fico relembrando cheiros, toques. Por quê?

Meus deus, ainda bem que todo dia é dia de cantar. Só assim eu aguento.

Obsessão e loucura

12/01/2016

Como lidar com pensamentos que não saem da cabeça?

Especulações, imaginações, medos, saudades e ao mesmo tempo uma vontade louca de esquecer tudo de uma vez.

Acho que sou muito idiota de ficar indo atrás, instigando minha curiosidade e, por consequência, meu sofrimento. Mas é algo que eu realmente não consigo controlar.

Como lidar, então?

Resumo de 2015, bem-vindo 2016.

04/01/2016

Acredito que um dia a mais é, também e sempre, um aprendizado a mais, e que até mesmo dentro da rotina pequenos acontecimentos – detalhes, talvez – podem provocar uma revolução imensa dentro de nós. E o ano passado não fugiu à regra, pois foi de intenso aprendizado.

2015 foi um ano cheio de revoluções internas, marcado por uma rotina agitada e tranquila ao mesmo tempo, mas sempre alegre. Foi, também, marcado por fatos tristes e ruins, os quais ao menos contribuíram como combustível para essas micro revoluções.

2015 foi o ano que jogou na minha cara que devo ser menos permissiva com circunstâncias que não gosto, devo aprender a dizer mais nãos se quiser ter paz, pois caso contrário o acúmulo de angústia e irritação pode me levar para caminhos que não gostaria de trilhar. E, de outro lado, também jogou na minha cara que devo deixar de arrumar desculpas e de colocar meus desejos de lado – é preciso gastar energia para romper com a inércia e fazer o que realmente tenho vontade (como li uma vez por aí, quem quer arruma um jeito, quem não quer arruma uma desculpa).

2015 também foi o ano que me mostrou o ‘poder da rotina’ (pequenas mudanças de hábito que, pouco a pouco, transformam-nos completamente!) e que consolidou a noção de que cada coisa tem seu tempo certo de ser, ajudando a controlar minha ansiedade.

Por fim, o que esperar de 2016? Consolidar o que aprendi em 2015 (dizer mais nãos; procurar meios de realizar os meus sonhos e parar de arrumar desculpas para minha inércia; adequar e organizar minha rotina para realizar meus projetos) e ter mais paz e saúde. Espero que seja um ano com mais fatos marcantes bons do que ruins. É isso.

‘Amor é para gastar’, por Xico Sá

19/06/2015

“Na economia da vida, o maior desperdício é fazer poupança de amor. Prejuízo na certa. Amor é para gastar, mostrar, ostentar. O amor, aliás, é a mais saudável forma de ostentação que existe no mundo.

Vai por mim, amar é luxo só. Triste de quem sente e esconde, de quem sente e fica no joguinho dramático, de quem sente e guarda a sete chaves. Sinto muito.

Amor é da boca para fora. Amor é um escândalo que não se abafa. “Eu te amo” é para ser dito, desbocadamente. Guardar “eu te amo” é prejudicial à saúde.

Na economia amorosa, só existe pagamento à vista, missa de corpo presente. O amor não se parcela, não admite suaves prestações.

Não existe essa de amor só amanhã, como na placa do fiado do boteco. Amor é hoje, aqui, agora… Amor não se sonega, amor é tudo a declarar.”

Perdão existe?

08/03/2015

Quem me conhece ou acompanha o blog há algum tempo sabe que nos últimos tempos dois eventos me abalaram muito. O primeiro foi o fim de um namoro de sete anos, o segundo foi o divórcio dos meus pais.

Sem querer entrar na particularidade dos dois casos, o fato é que hoje, mesmo passado relativamente um bom tempo dos dois eventos, ainda não consigo superar com tranquilidade tudo o que aconteceu.

Queria, de verdade, poder não me chatear mais. A vida anda, as coisas mudam, as pessoas mudam, e erram, e muito. Então por que perder tempo com sentimentos ruins, quando se pode guardar e, quem sabe, ainda cultivar só as coisas boas?

Embora tanto meu ex-namorado quanto meu pai tenham feito coisas as quais me magoaram muito, por que perder tempo com isso? Tenho tantas memórias boa, momentos de carinho e diversão. Por que se apegar às coisas ruins, sentir o gosto seco e amarrado da mágoa?

Queria entender como é que faz para perdoar. Faz uns bons anos (sim, anos) que tento praticar o perdão no cotidiano. Acho que já consegui me livrar de uns 70% de mágoas, mas os outros 30% ainda estão lá, me incomodando.

Queria acordar e esquecer todas essas bobagens que fazem a gente perder tempo.

Por que cultivar sentimentos ruins é perder tempo, e vida.

Eu não quero isso pra mim.

Ano novo de novo, ainda bem!

16/01/2015

Todo ano existe a mesma promessa de escrever mais.

E há anos deixo de cumprir.

Mas vou continuar prometendo. Vai que um dia dá certo, não é mesmo?

O que falar de 2014 que mal passou, e já considero pacas? Brincadeiras à parte, foi um ano de crescimento indescritível, muito trabalho e cansaço. Foi uma ano que marcou minha transição para a fase adulta.

Infelizmente aquela frase “um dia você vai entender” finalmente fez algum sentido. Sentir exaustão no final do dia, viver o dilema tempo versus dinheiro, mal ter tempo para cuidar de si próprio…

Posso falar uma coisa?

To amando tudo isso.

E que venha muito mais em 2015.

Dessa vez com muito mais postagens e, claro, paz no coração (:

Perdendo tempo

26/07/2014

Incrível como de um tempo para cá tenho visto várias pessoas próximas a mim adoecendo, algumas até vindo a falecer.

De algum modo essas notícias tem me mudado, porque tenho percebido o quão precioso é o hoje, o momento no qual vivemos. Passei a me dar conta de quanta coisa deixei de fazer para não desagradar outras pessoas, com medo de sofrer algum tipo de rejeição, e como isso é auto-destrutivo, fazendo-me sentir incompleta.

Não quero essa vida pra mim.

Quero fazer o que me der vontade, bancar as consequências.

Pior coisa é sentir-se incompleto de si mesmo para tentar dar conta de outras coisas que não a própria felicidade.

Será que um dia vai dar certo?

11/05/2014

Quando começamos a trabalhar e a conquistar nossa independência financeira, é impossível não deixar de pensar no sonho de ter a casa própria. Um cantinho pra chamar de “meu”, (des)arrumado do meu jeito. Quando pequena, adorava jogar The Sims e montar a casa dos sonhos, visitava sites de decoração imaginando como seria a minha.

Acontece que agora, podendo fazer um planejamento financeiro, juntar uma grana suficiente para comprar uma toca qualquer não é tarefa fácil. Nunca foi, mas com o preço dos imóveis nas alturas, parece impossível. Já me conformei que talvez só consiga morar antes dos 30 ou em regiões centrais desvalorizadas, ou em regiões periféricas. O problema é que ainda assim é muito difícil juntar um bom dinheiro para dar de entrada em um financiamento (e consequentemente diminuir o valor das parcelas) e ainda assim ter algum ‘resto’ para a decoração.

Morar num apartamento no centro de São Paulo não é má ideia, porque além de ser perto do meu trabalho, é uma região cheia de serviços, transporte público, enfim, dá pra se viver sem carro e bem perto de teatros, bares, cinemas. Mas queria mesmo é morar em casa, com churrasqueira ao fundo, janelas bem grandes, um jardim gostoso e espaço para ter cachorros. Será que dá para conciliar isso com as facilidades (e problemas) de morar na região central? Também existe a possibilidade de alugar um imóvel, mas sem a liberdade de poder usar dele como quiser, por exemplo, fazer reformas.

Será que um dia vai dar certo? Por enquanto sigo sonhando e guardando dinheiro.