Mudança!

19/03/2010

Endereço Novo:

www.warum-nicht.org =)

Ainda to organizando umas coisinhas… mas já podem acessar por la. Não vou postar mais por aqui.

Beijos!

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Um novo jeito de olhar

18/03/2010

Essas semanas tem tido um que de especial pra mim. Quando acordo de manha pra ir pro cursinho, quando desço no metro… sinto coisas tão esquisitas. Não é medo, não é alegria. Não sei se esse sentimento se define, mas é mais ou menos o seguinte: enquanto atravesso a passarela para o metro, vejo o rosto das pessoas, e elas me passam uma sensação indescritível. Uma soma de cansaço, desconfiança, ignorância, medo, desejo, pensamentos comuns, vontade de ascensão, conformidade.

Parece que estão todos no mesmo barco, na mesma vidinha de sempre, de ser esmagado cotidianamente no ônibus e no metro, de ter que trabalhar como segurança de loja ou secretaria de dentista sendo que nunca vão evoluir para muito alem disso. Será que são felizes?

Não é porque vivem uma vida simples que são infelizes. Mas as coisas poderiam estar melhores para todos, e parece que ninguém percebe isso. Ou se percebe, ta conformado com a vida que tem.

Não acho que ser secretaria de dentista seja algo ruim. Não é algo ruim em si, mas no Brasil é. Porque você vai ter o mesmo salário-miseria de sempre, talvez pague uma escola particular podre para os filhos, que ainda assim vão ser melhores que as publicas que existem hoje, para eles terminarem o colégio e irem trabalhar, ou talvez fazerem uma Uninove da vida achando que ela ‘é dez’ e o mercado de trabalho vai estar de portas abertas pra eles.. Vai viver dependendo do SUS, ou pagando convênios vagabundos que só sugam dinheiro e não asseguram porra nenhuma. E se reproduzir, reclamar da vida, alimentar mais bocas, que no futuro vão fazer o mesmo, a não ser que algo muito especial aconteça no meio desse ciclo vicioso, e a mente dessas pessoas clareie.

Talvez eu seja idealista demais mesmo, talvez seja por ser jovem demais, mas, do jeito que eu vejo aquelas pessoas, tão numerosas, tão poderosas, e sequer tem noção disso….

Podiam mudar tanta coisa…

É… talvez seja idealismo demais. Talvez, não…
E elas continuam com os rostos cansados.

~*~

Mudando de assunto..

Faz um tempo que estava com a idéia de comprar um domínio de novo, pra tentar por em pratica minhas idéias bloguisticas e ver se mantenho elas ate o final. Não quero mais mentir pra mim sobre não ter tempo de me dedicar ao blog… tempo agente cria. Mas não tinha onde hospedar meus sites, minhas paginas e tudo o mais… e ai um domínio resolveria tudo…

Estava com um medo imenso de investir nisso e não ter sucesso. Confesso, medo mesmo. Não gosto de dar inicio a algo e deixar mal acabado, mas resolvi arriscar! Obrigada ao Barbudo, que me ajudou a criar coragem e investiu comigo nessa empreitada!

Daqui algumas semanas, no maximo um mês, o blog muda pro endereço: www.warum-nicht.org … e o blog começa uma nova etapa (:

Quem quiser, já pode acessar o WN pelo domínio, mas vai ser redirecionado pra essa pagina por enquanto, ate eu conseguir fazer um layout pro blog e transporta-lo de vez pra la.

PS*Alguém ai pode me ajudar com o layout pro blog? Estou com um pouco de dificuldade em instalar o wordpress la, e com o css também. Se alguém se dispor, eu ficaria eternamente grata!=)

Quem ai gosta de escrever, seja sobre o que for, e quer ter um cantinho pra hospedar seu blog, pode vir falar comigo. Estou aceitando blogueiros dedicados, que postem com certa freqüência, pra se juntar ao wn.org! Só precisa saber um pouco de HTML e configurar o próprio blog, ou pelo menos ter iniciativa de aprender por conta própria, deve postar com certa freqüência e o conteúdo do blog deve ser bacana.
Aos interessados, só deixar um aviso nos comentários!

~*~

ALTO!

Diverte-se criatura!

Em baixas alturas

Com frio seco

Numa caixa fechada

Humana e amadeirada!

Fecha-se a porta

Platéia se senta

Platéia se encanta

Platéia que bate palma e dança!

Rabisca rabisca rabisca!

Com furor pensa pensa, rabisca!

E num ritmo lentamente rápido

Passam-se os dias

E o espetáculo vai chegando ao fim

Como será o final?

Março de dois mil e dez não parece março

06/03/2010

Não conseguir mais rabiscar letras não é legal…

Faz tempo que não escrevo, e isso me deixa um tanto quanto angustiada! Gosto de escrever. Mesmo que besteiras… gosto do prazer de produzir um texto, de me expressar.

Não sei como vai ser o ritmo esse ano, mas essa semana me levou a acreditar que vai ser tão corrido, mas tão corrido, que mal vou sentir o tempo passar e novembro vai chegar rapidinho. E ate la, espero não abandonar esse cantinho aqui!

Não há nada de espetacular em ficar expondo vontades, mas o que acontece nesse caso é que não quero abrir mão (novamente) de blogar. Quem me conhece sabe que blogo desde os dez anos e apesar do período pré-adolescente de avalanche sentimental e ‘achismo de maturidade’ ter passado, a vontade de escrever, não.

É isso.. é mais o desabafo de um temor, o registro e futuro lembrete de uma sensação, do que qualquer outra coisa.

Será que outras pessoas passam por isso também? De ter medo de deixar de fazer o que gostam, por mais simples que seja?

~*~

A vida (de vestibulanda) começa depois do carnaval

Sabe ‘aquela’ primeira conquista própria  que dependia de toda sua dedicação pra se tornar realidade, que você sentia na ponta do lápis, no risco da caneta no caderno? Essa conquista ai, que você constrói com palavras, idéias e conhecimento, que marca sua passagem para a vida adulta? Essa daí mesmo, escorreu por entre as mãos. O lápis, a caneta, o papel.. tudo caiu no chão. Caiu na realidade, você não conseguiu. E quem sentiu dores não foi o papel, a caneta ou o lápis… foi você.

E ai, como você não quer desistir logo de cara, e pensa que os três anos de colegial foram mais farra do que estudo, se da mais uma chance, e vai pro cursinho.

E ca estou, nessa situação. Eu e mais umas quatro mil pessoas no Tamandaré.

.

Essa semana marcou a volta aos estudos, sob uma nova realidade. Cursinho não é escola! Você não tem que fazer coisinhas pra passar de ano. Não é faculdade! Mas você já é adulto, e tem uns bares irresistivelmente perto para te seduzirem e desvirtuar o caminho do ‘bem, a verdade, e a vida!’. Pois é.

Esses sete dias corridos, não correram. Voaram! E pelo visto vai ser assim o ano inteiro. Isso é bom, anestesia a dor que sempre antecede as boas noticias (ou não.. – mas vamos pensar positivo!).

To curtindo muito! É muito puxado… rever coisas já antes vistas, tarefa todo dia… e você nem sabe se no final vai ser recompensado. É…

Mas tem pessoas novas e divertidíssimas (desde green line ate o Acre!), tem metro as seis da manha com as amigas (compartilhar dores sempre é bom), tem professores excelentes que fazem você gostar de coisas antes odiadas (matemamamama…), tem ar-condicionado pra te manter acordado (e ressecar sua garganta) e calor humano pra te aquecer, quando você tenta se enfiar na carteira (e é esmagado) =D

Enfim… não sei o que esperar. Mas assim é mais divertido, não é? Essa incerteza sobre as coisas, esses mistérios, que seduzem e pedem pra você se entregar. Então, que me entregue de corpo e alma ao cursinho! E vamos ver o que vira…

Updated: Pra terminar esse post, não poderia me esquecer de uma frase muito linda, que combina muito com esse momento de tensão e incertezas, pressa e ao mesmo tempo lentidão…

“Reze e trabalhe, fazendo de conta que esta vida é um dia de capina com sol quente, que às vezes custa muito a passar, mas sempre passa. E você ainda pode ter muito pedaço bom de alegria. Cada um tem a sua hora e a sua vez: você há de ter a sua.” Guimarães Rosa

*

ps* Dani, seu post não esta esquecido! Ainda to pensando no que escrever nele, pra ficar legal! Ta? Quando tiver postado te aviso=)

Carnaval acabou…

17/02/2010

Sumi. Fui pra Iguape, VIVER. Vivi! E agora, acabou o sonho e voltei pra vida real. Em processo de redespertar… Enquanto não tenho muito o que escrever, vou postar um texto que eu acho muito bonito e muito valido, do Rubem Alves, escritor que admiro muito!

A complicada arte de ver, de Rubem Alves

Ela entrou, deitou-se no divã e disse: “Acho que estou ficando louca”. Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. “Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões — é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões… Agora, tudo o que vejo me causa espanto.”

Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as “Odes Elementales”, de Pablo Neruda. Procurei a “Ode à Cebola” e lhe disse: “Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: ‘Rosa de água com escamas de cristal’. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta… Os poetas ensinam a ver”.

Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.

William Blake sabia disso e afirmou: “A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê”. Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.

Adélia Prado disse: “Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra”. Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.

Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. “Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios”, escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada “satori”, a abertura do “terceiro olho”. Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: “Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram”.

Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, “seus olhos se abriram”. Vinícius de Moraes adota o mesmo mote em “Operário em Construção”: “De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa — garrafa, prato, facão — era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção”.

A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas — e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre. Os olhos não gozam… Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que vêem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.

Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras. Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: “A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar para elas”.

Por isso — porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver — eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana. Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua missão seria partejar “olhos vagabundos”…

Formspring.quem?

10/02/2010

Depois do MSN, do blog, do fotolog, do Orkut, do youtube e do twitter…. chegou bombando o formspring!

Pra quem não sabe, o formspring é uma ferramenta social com o intuito de lhe fazerem perguntas e você, responder. Mas o que é interessante nisso? O poder do anonimato. Você escolhe, caso tiver uma conta no FS, se quer ser identificado ou permanecer no anônimo. E se você não tiver uma conta no site, só tem a opção de escrever como anônimo.

Varias pessoas reclamam que tem suas vidas bisbilhotadas, que é preciso cuidar da saúde porque da vida muita gente já cuida… olha, não acho isso mentira porque sim, as pessoas GOSTAM de saber coisas alem das suas próprias vidas. É interessante, curioso, às vezes divertido e outras ate cruel.

E hoje em dia, com ferramentas de interação social como o Orkut, twitter e formspring, quem participa e não se preocupa em manter-se privado é porque sim, quer que saibam algo da própria vida.

Não condeno isso… cada um faz o que quiser. Vivemos na geração da exposição social, e tem muita gente que curte participar e sabe lidar bem com essas coisas. Eu estaria atirando contra mim mesma caso condenasse quem participa, porque como internetmaniaca eu gosto e participo das novidades.

Se você participa do formspring ou já leu alguns, já deve ter visto como algumas pessoas se aproveitam do anonimato. Quantas vezes já não vimos perguntas idiotas nos FS da vida? Varias vezes. Mas ate serem idiotas, tudo bem…

Mas enquanto alguns só querem ser idiotas anônimos (não que isso seja ruim, alguns são divertidos!), outros se aproveitam pra ofender, humilhar e magoar outras pessoas.

Não entendo porque existem esses tipos de pessoas. Gente que sente prazer em mexer com os outros. É puro sadismo.  É pura fraqueza também, porque não tem coragem de mostrar a cara.

Se não gosta do dono do formspring, ignora! Se você odeia o dono do formspring, seja indiferente! Mas há quem prefira a baixaria, a falta de educação…  Só por causa do anonimato.

Para essas pessoas, pena! Pena por serem tão baixas, tão fracas, tão pobres interiormente. Por que não vivem a própria vida, e esquecem quem não gostam?  Serão tão mais felizes, eu garanto!

O formspring não foi criado como uma arma contra o próprio dono. Tem que saber lidar, não tem outro jeito. Então, caso sofra ou já sofreu algum tipo de ofensa, reporte como SPAM e pronto, nunca mais vai receber mensagens da mesma pessoa =)

Não responda, não de ibope pra quem é baixo-nivel.  Essas pessoas precisam de atenção e amor-proprio; e não é respondendo uma provocação tola que você vai mudar alguma coisa.

Não da pra mudar a cabeça de todo mundo, e nem querer que todos sejam felizes e amigos. Mas da pra selecionar o que te faz bem, o que é bom.

Não de ibope pra falta de educação e inveja… e caso um desses ‘educadissimos anonimos’ ler isso aqui, sugiro o seguinte: pare de tentar trazer infelicidade pros outros, porque isso é reflexo da própria infelicidade… vai cuidar da propria vida e ser feliz, por que não?

Mil e um

08/02/2010

Hoje o warum nicht completou mil visitas! Obrigada ai a todos que lêem =)
Gostaria que participassem pelos comentários também, mas valeu por acompanharem o blog!!

Beijos! 😀

Sentimento antecipado..

04/02/2010

Sentindo uma mistura de sensações tão estranhas…. Estou muito, muito feliz mesmo pelos meus amigos que passaram na FUVEST! Mas ao mesmo tempo estou muito triste de não poder compartilhar essa mesma sensação…

Quem sabe ano que vem…

Passado, presente, futuro. Tudo mixado.

28/01/2010

Oiiiee! 😀

Sumi uns tempos, conseguir viajar! Eeeeba! Fui pra Atibaia, e depois pra Boracéia… Ótimos lugares, com ótimas pessoas! Pena que o clima (maldita chuva tão (des)necessária) não colaborou muito, mas no final ate que deu uma trégua. Deu pra curtir bem a piscina do sitio e a areia – sem ser de construção – da praia!

Perfeito!

Meu deus, como eu AMO o mar! Já estou com vontade de voltar para a praia, só pra nadar, ouvir o som das ondas, sentir o sal da água do mar…

Tenho mais um mês de férias, e saber disso já me deixa com vontade de quero-mais-não-ter-o-que-fazer . Mas… c’est la vie. Então, carpe diem, viva la vida e don’t worry, be happy…. (momento bregum-le-le, prontoparei)

No geral, minhas férias estão sendo bem legais. To dormindo MUITO, e eu ADORO isso! No resto do ano é só correria, sempre… e essa pausa de chegar a ter tédio por não ter o que fazer, depois deixa uma saudade… Enfim, fiz muitas coisinhas, e vou falar sobre algumas delas hoje.

Passa-tempos Li 1984, obra de George Orwell crítica ao governo da URSS, mais precisamente durante o período durante e pos Stalin.

Capa do livro

O livro é bem interessante, porque na época fazia uma alusão a um possível futuro do mundo (o livro foi escrito no final da década de 40 e tentava ‘prever’ a de 80) com um regime comunista opressor. Apesar do escritor ser socialista declarado, ele se contrapôs ao modelo de governo da união soviética porque o mesmo contrariava e deturpava os idéias socialistas e comunistas originais e do inicio da revolução.

O livro é muito bom porque nos leva a imaginar como seria um mundo onde a privacidade não existisse, controlado por um governo que é sustentado pela ilusão e a manipulação da historia, dos sentimentos e do pensamento das pessoas…

Para quem se interessar, escrevi mais sobre minhas opiniões acerca do livro e coloquei tudo ali na pagina Opinião – Livros 1984 George Orwell! (:

Semana passada, antes de viajar, meu amigão from heart s2 O Barbudo me emprestou o PSP dele pra jogar Pokémon Fire Red durante a viagem. Ele instalou um emulador de gameboy no psp, ai da pra jogar vários jogos da época dos gameboys. Eu tenho o Gameboy Advanced e na época em que o ganhei eu joguei a versão Crystal do Pokémon. Eu tinha nove anos. Sabem quanto tempo faz isso!? O.o

FireRed no PSP 🙂

Enfim, voltando ao assunto… passei minhas noites inteiras durante as viajens jogando Pokémon. O fire red basicamente é uma versão ‘reformulada’ da versão red.

No Zoo da Fuchsia City!

A historia do game é basicamente a mesma (há novas ligas), porem o design do jogo é parecido com o da Crystal. A tela é colorida, e houve uma reformulação nos menus, por exemplo. No geral.. bom, sabecomé. Pokémon, infância, férias, vicio. Muito bom! ^^

Safari Zone

Meus pokemons!

Vida Não paro de pensar no que vai ser fevereiro pra mim, e mal terminou janeiro.

Tantos planos! Volto pro inglês, cursinho começa dia 23 e pretendo fazer alguma outra atividade ainda não completamente escolhida. Talvez yoga ou pilates, para acalmar os ânimos, a mente e o corpo! E claro, largar o sedentarismo (S2)…. Mas, nisso tudo o que eu sinto mais falta e tenho muita vontade de voltar é para o canto.

Não sei se com outras pessoas é assim, mas sabe aquela coisa que você simplesmente ama fazer, se identifica? Não sou boa critica de mim mesma, não sei e nem quero saber se canto bem ou mal, mas eu gosto de cantar. Isso me anima, me revive, me traz vida, alegria! E se apresentar, é uma das coisas que eu mais tenho medo e mais amo! A sensação das poucas vezes (três) em que me apresentei, foi inesquecível.. frio na barriga, ansiedade, suor gelado, medo, felicidade, explosão de mil sentimentos, melhor que montanha-russa…

To prorrogando minha volta pro canto para quando eu conseguir entrar na USP. Não sei se to fazendo a coisa certa, talvez ao longo do ano eu abandone os exercícios físicos ( preguiça-ça D: ) e volte para minha paixão.

Vou tentar fazer o que me deixar mais feliz… mas ta difícil escolher o caminho.

Chove chuva!

17/01/2010

Se eu detesto calor extremo em São Paulo, detesto ainda mais dias completamente chuvosos. Não pela chuva em si, ótima e revigorante, mas pelo molejo e falta de animo pra sair nesse clima chora-não-me-liga.

Em São Paulo não da pra sair na chuva e se sentir livre. Pisar os pés na terra? Que terra? Se tem areia é de construção. Não rola.

E cadê toda gente nesse mar de gente? Esse mar ta mais sem peixe do que poça d’água…

E cadê todo esse verde? Nem coqueiro, nem pinheiro tem nesse mar de paredes!

Chove chuva… chove… revigora, salva ,mata, anima e desanima!

Respira, sinta viva e deixa viver…

Mas te pergunto: por que não tira férias com o sol forte?

Ou que tal, vai pro nordeste e deixa o sol no litoral.

E em São Paulo, deixa o clima fresco, calmo, divertido.

Deixa os paulistas livres do sol abismado e da garoa irritante…

Especial Filmes: É proibido fumar (Br)

17/01/2010

Meu deus, ma-que-calor! Não sei se o calor abafado é ruim ou se estar em casa nesta situação é ruim… ahh, como eu gostaria de estar na praia, alternando entre fritar na areia e flambar nas águas salgadas do mar! Ou então, metida numa piscina bebendo um suco de melancia bem geladinho!

Mas enquanto esse sonho não se realiza…

Segunda passada fui ao HSBC Belas Artes, e assisti aquele novo filme da Anna Muylaert, ‘É proibido fumar’, protagonizado pela Gloria Pires.

De um tempo pra ca, redescobri o cinema brasileiro. Nosso pais tem produções audiovisuais excelentes! Pra quem não sabe, durante a Era Collor o cinema brasileiro praticamente foi ‘extinto’ após o fechamento da Embrafilme, do Concine e a Fundação Brasileira de Cinema.

Após a criação da Ancine, em 2001, a produção cultural foi retomada. Apesar das produções do cinema brasileiro terem crescido, a participação no mercado ainda é pequena…  mas, vamos voltar ao foco principal, o filme!

Logo no começo o vicio da protagonista pelo cigarro é escancarado. Ela fuma sem parar, em qualquer lugar e quase o tempo todo. Se ela pensava em parar de fumar? Não, e nem fazia questão. Ate que, um belo dia (sim, há de ser belo, tais coisas só acontecem em dias belos..mesmo que nublados ou chuvosos) ela conhece seu novo vizinho, se apaixona e se motiva a largar o vicio – ou simplesmente o faz para agradá-lo, fica a critério do cliente…

Com essa nova ‘paixão’, ela volta a se cuidar, e isso inclui parar de fumar…; nesse cenário, ela precisa lidar com suas inseguranças e carência. E ai que a trama se desenrola.

O filme tem cenas divertidas sem serem forçadas, e o enfoque gira completamente em torno da protagonista, tanto que durante o filme apenas a visão dela é mostrada. Você desconhece o passado, sentimento e ponto de vista do vizinho.

Alem disso, a câmera esta quase sempre parada, o que propõe uma idéia de tédio, tempo morto, que remete a vida da personagem. O cenário de sua casa relembra as casas americanas dos anos 60/70, num tom rosa e pastel. Há cor, porem ela esta ‘apagada’. Na minha opinião, isso remete a personalidade da protagonista: uma pessoa viva, jovem, porem apagada e estagnada no tempo.

A trilha sonora é agradável, o elenco atua muito bem. E, alguns após saírem do cinema podem se perguntar o porquê do nome do filme. Eu, na minha petulância, cheguei à seguinte conclusão: Fumar mata! (só assistindo o filme para entender!)

Bom filme e boa pipoca pra quem for assistir!