Archive for August, 2009

Inferno astral

31/08/2009

Hoje acordei meio Mario de Sa Carneiro. Daqui oito dias completo 17 anos e, apesar de saber que sou bem jovem, sinto que desperdicei muito tempo. Talvez seja coisa dessa ‘modernidade’, talvez seja coisa minha, sei la…
Eu tenho tantas vontades, tantos desejos, e me sinto tão despreparada ainda pra viver algumas coisas… A perspectiva do vestibular forçado é uma das principais coisas que tem me assustado ultimamente, porque, afinal, eu quero é viajar, fazer musica,aprender línguas! E não passar um ano trancafiada com livros pra passar numa faculdade! Eu quero curtir a transição, viver esse momento, e perceber que eu posso me esforçar, posso tentar numa vaga numa universidade, e caso não passar, o ano terá valido a pena do mesmo jeito! Claro que da pra aproveitar da varias maneiras o terceiro colegial, da pra curtir e estudar.. claro que da… mas confesso que as mudanças da FUVEST me deixaram insegura e um pouco desacreditada… Esse ano no geral to bem pra baixo, por vários motivos… E por mais que eu queria não me preocupar, não me cobrar, fica difícil.
Eu me vejo com potencial, com possibilidade, e ainda assim não tão bem quanto poderia estar! Nããão teeem como, eu me cobro demais!
Eu pensei, pensei e, sabe, eu não tenho pressa de entrar na faculdade. Eu não quero entrar la tão cedo sem ter aproveitado direito meus 17! Parece loucura, é loucura! Eu quero viver! Eu quero não me preocupar tanto! Eu quero estudar as coisas que eu gosto sem tanta pressão e cobrança! Eu quero poder estudar as matérias que tenho dificuldade sem ficar me preocupando em recuperar nota! Eu quero ler livros por prazer, e não obrigação! Eu não deveria me cobrar tanto! Eu preciso ter calma, saber que tenho todo tempo do mundo, mas por que será que não me sinto assim?…=/

Tira esses pesos do ombro, Atlas!
Tira porque ele não é seu!…

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ou…

23/08/2009

Ou você da uma segunda chance, arrisca-se de novo… ou você não sabe o que fazer e sofre por isto, ou você joga pro alto tudo e que se dane mesmo.

falta tres semanas de provas e to livre do colegio!
FINALMENTE!
pena que a proxima começa bem no dia do meu aniversario…ooo bele!

19h e friozinho.

21/08/2009

As vezes o melhor jeito pras coisas darem certo é não se importar. Faça o seu melhor, e que se foda. To assim hoje… Vamos la Sociopatas! 🙂

Tipo assim…

20/08/2009

Por que estamos vivos? Não acredito que seja um simples acaso sexual dos nossos pais ou apenas um projeto para sermos grandes empresários e ótimos músicos. Vivemos por algum motivo. Vivemos porque, se as pessoas durassem pra sempre, o mundo seria o mesmo. Vivemos para mudar o mundo. Não acredito em utopias, mas sonhos são possíveis e, se sonhamos, é porque esta ao nosso alcance torná-los realidade.

Engraçado. Quando somos jovens, somos imaturos, inseguros, todos os perigos batem a porta e por isso nada devemos fazer. Nossos pais nos protegem da garoa e não nos deixam sair à noite porque é perigoso. Mas pra balada agente faz um esforçinho e consegue convencer. Compramos litros e litros de álcool porque ele nos faz sentir livres de medos e vergonhas, porque é divertido. Alguns fumam (escondido) porque acham prazeroso.

Se errarmos a rua e perdemos o caminho, é só pegar o celular e ligar pra velha ou pro velho… Podemos fazer o que quiser, somos jovens. Mentimos, queremos liberdade, porque somos jovens. Ficamos, transamos, porque somos jovens. Saímos muito, reuniões de amigos, ficamos loucos, erramos, porque somos jovens. E isso, mesmo que indiretamente, é permitido e nos permitimos, porque é a ‘tendência natural da juventude’ aproveitar a vida, romper com o passado, novos costumes, nova cultura, e acima de tudo, porque nossos pais já foram jovens e sabem como ‘as coisas’ são.

Só não querem admitir que deram trabalho aos nossos avos, os preocupavam e faziam coisas proibidas. Nossos pais toleram, mesmo não gostando, mas toleram porque entendem, já viveram essa fase e com ela muito aprenderam e muito amadureceram. Não vão deixar de amar você por isso, viver o seu tempo.

Mas agora me pergunto… Será que somos realmente jovens? Ou será que tudo que citei ali em cima não passa de uma condição sine qua non do que acreditamos ser? Se a juventude é o novo, a mudança, o perigo, os amigos, a liberdade… Por que estamos cada vez mais sozinhos, amando menos, correndo sempre os mesmos riscos e o pior, e acima de tudo, acreditando que não podemos mudar as coisas a nossa volta?

A juventude também deveria ser a idade de mudança, a ruptura de velhos valores e costumes, mas o que vejo são homens e mulheres fazendo o mesmo de sempre, pensando o mesmo de sempre, agindo o mesmo de sempre e achando que em relação a problemas coletivos nada podem fazer porque pensam que os únicos problemas ao alcance são os pessoais e que, justamente, são os únicos que merecem ser resolvidos.

“Mudar o mundo? Que coisa mais idiota! Mudar o mundo é clichê de comunistas!” “Não posso fazer nada” “é perigoso, vai que da briga com policia” “o Brasil sempre foi assim e sempre vai ser” “meus pais não deixam” “problemas dos outros, se eles vivem assim eu não tenho nada a ver” “todos os políticos são iguais e corruptos”

Frases como essas, pensamentos como esses, são justo aqueles que nos vendem. E compramos. Mesmo quando temos informação e quando problemas coletivos também nos atingem (classe media também usa metro e ônibus! Sem falar nas tão ambicionadas faculdades publicas…), não fazemos nada. Afinal, “não vai mudar, é perigoso participar de passeatas, não adianta escolher e vigiar em quem eu voto porque todos políticos são iguais, não adianta reclamar meus direitos porque o Estado não vai ouvir”. E assim continuamos nos afogando em ignorância, problemas e dificuldades que poderíamos viver sem!

E é ai que entra o papel da juventude. Somos jovens, não temos família pra sustentar, não temos emprego fixo, não temos grandes responsabilidades, nossa mente é flexível, estudamos, temos uma visão de mundo adiantada, e energia sobra. Se compramos álcool escondido, por que não podemos ter ativismo político escondido dos nossos pais? Hum, ta… pode ser que considerem o álcool ‘menos perigoso’ do que ativismo (haha!..)… Então pelo menos o voto consciente e a observação dos nossos políticos, para não reeleger os ‘corruptos de sempre’ era o mínimo com o que deveríamos nos preocupar. Somos a mudança que queremos ver, e isso não é clichê. Por que não pesquisamos a fundo os candidatos, lemos as propostas e votamos de acordo com aquilo que acreditamos ser o melhor? Quem melhor para escolher o futuro senão o jovem, aquele que vai viver esse futuro?

Mas os jornais tornaram política um assunto chato e entediante, e paciência e tempo são palavras que não existem no mundo globalizado. Nem vontade, nem paciência e nem tempo temos para gigante atividade… Tempo pra ver TV, ouvir musica usar o Orkut, MSN… mesmo que sejam dois minutinhos tem! Mas pra política nunca sobra tempo! Cidadania, o que significa essa palavra? Meio ambiente, doação? Humanidade? Que?

….

F alta muita consciência e vida.
Não acredito que viver seja um verbo egoísta. Viver plenamente envolve também o que plantamos de bom no mundo em que vivemos, e isso falta MUITO hoje em dia. Vivemos de forma egoísta, competitivamente, alienados, frios, sem amor.
Somos mais velhos do que imaginamos porque juventude não é idade, é estado de espírito e possibilidades. Vestibular tem todo ano, emprego sempre vai existir (vezes mais, vezes menos, mas não entrarei nos méritos econômicos), momentos felizes e prazeres só existem porque conhecemos momentos tristes e dificuldades.

Não podemos deixar a juventude passar. Não podemos deixar a televisão roubar o bem mais precioso o que agente tem: o interesse, a ação e a mudança. Não podemos perder a Fe de viver em um mundo mais justo, mais saudável, melhor!
Vivemos para mudar o mundo. Não acredito em utopias, mas sonhos são possíveis e, se sonhamos, é porque esta ao nosso alcance torná-los realidade. Mas não adianta só sonhar, é preciso fazer acontecer!

O PARADOXO DE NOSSO TEMPO

20/08/2009

O paradoxo de nosso tempo na história é que temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos; auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos; gastamos mais, mas temos menos; nós compramos mais, mas desfrutamos menos.

Temos casas maiores e famílias menores;mais medicina, mas menos saúde. Temos
maiores rendimentos, mas menor padrão moral.

Bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma irresponsável, rimos de
menos, dirigimos rápido demais, nos irritamos muito facilmente, ficamos
acordados até tarde, acordamos cansados demais, raramente paramos para ler
um livro, ficamos tempo demais diante da TV e raramente pensamos…

Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores. Falamos demais,
amamos raramente e odiamos com muita frequência. Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida.
Adicionamos anos à extensão de nossas vidas, mas não vida á extensão de nossos anos. Já fomos à Lua e dela voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a rua e nos encontrarmos com nosso novo vizinho.

Conquistamos o espaço exterior, mas não nosso espaço interior. Fizemos
coisas maiores, mas não coisas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma.

Estes são tempos de refeições rápidas e digestão lenta; de homens altos e
caráter baixo; lucros expressivos, mas relacionamentos rasos. Estes são
tempos em que se almeja paz mundial, mas perdura a guerra no lares; temos
mais lazer, mas menos diversão; maior variedade de tipos de comida, mas
menos nutrição.

São dias de duas fontes de renda, mas de mais divórcios; de residências mais
belas, mas lares quebrados.

São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moralidade também
descartável, ficadas de uma só noite, corpos acima do peso, e pílulas que
fazem de tudo: alegrar, aquietar, matar.

É um tempo em que há muito na vitrine e nada no estoque; um tempo em que a
tecnologia pode levar-lhe estas palavras e você pode escolher entre fazer
alguma diferença, ou simplesmente apertar a tecla Del.

(Anônimo)

Friozinho!

19/08/2009

Sentindo um frio na barriga inexplicável. Sexta feira se aproxima, classificação. E nunca ensaiamos! NUNCA! Mas vou me jogar, esse festival é minha paixão naquele lugar…

Um medo terrível, um risco, milhões de pensamentos na cabeça: será que vou conseguir? Será que vou passar vergonha? E depois, como vai ser? Será que não vou travar no palco? Será que to cantando bem? Será que to desafinando?

Se eu fosse deixar de cantar por causa de todos esses medos e dificuldades, eu nunca descobriria que o canto é uma das coisas que mais amo fazer! Vale a pena se arriscar,vale sim…=)

Os Sistemas Econômicos

13/08/2009

FEUDALISMO: Você tem duas vacas. O seu senhor pega um pouco do leite, quer você queira ou não.
SOCIALISMO: Você tem duas vacas. O governo as coloca em um estábulo com as vacas de todos os outros e faz com que você tome conta de todas. O governo lhe dá tanto leite quanto você precise.
SOCIALISMO BUROCRÁTICO: Você tem duas vacas. O governo as coloca em um estábulo com as vacas de todos os outros. Quem toma conta delas são os ex-donos das galinhas e quem toma conta das galinhas, que ficaramsem dono, é você. O governo lhe dá tanto leite e ovos quanto o regulamento determinar que você precise.
FASCISMO: Você tem duas vacas. O governo toma ambas e o contrata para tomar conta delas. O governo lhe vende todo o leite necessário.
COMUNISMO PURO: Você tem duas vacas. Seus vizinhos ajudam a tomar conta delas e todos dividem o leite.
COMUNISMO RUSSO: Você tem duas vacas e tem que tomar conta delas. O governo fica com todo o leite.
DITADURA: Você tem duas vacas. O governo toma ambas e atira em você.
DEMOCRACIA DE CINGAPURA: Você tem duas vacas. O governo multa você por manter dois animais ilegalmente dentro de um apartamento.
DEMOCRACIA PURA: Você tem duas vacas. Seus vizinhos decidem o que fazer com o leite.
DEMOCRACIA REPRESENTATIVA: Você tem duas vacas. Seus vizinhos escolhem alguém para dizer o que fazer com o leite.
DEMOCRACIA AMERICANA: Você tem duas vacas. O governo promete que lhe dará mais duas vacas, se você votar nele. Após as eleições o presidente é impedido por especular no mercado de “vacas futuras” com auxílio de informações privilegiadas. O episódio fica conhecido como “vacagate”.
DEMOCRACIA BRITÂNICA: Você tem duas vacas e as alimenta com ração de ovelhas. As vacas ficam loucas e o governo não faz nada.
BUROCRACIA: Você tem duas vacas. No início o governo regulamenta como você deve alimentá-las e quando ordenhá-las. Depois ele passa a pagar para que você não as alimenta ou ordenhe. Depois, o governo toma as duas vacas, mata uma delas, ordenha a outra e joga o leite fora. Finalmente, você deverá preencher formulários em cinco vias explicando o desaparecimento das vacas.
CAPITALISMO: Você tem duas vacas. Você as vende e compra um touro.
CAPITALISMO DE HONG KONG: Você tem duas vacas e vende três delas para uma empresa listada na Bolsa de Valores, usando as opções do seu cunhado na Bolsa de Mercadorias e Futuros. Depois, faz um swap de modo a ficar com quatro vacas, com dedução do imposto de renda. Os direitos de ordenha de seis vacas são transferidos, por meio de um intermediário panamenho, para a empresa fantasma do acionista majoritário, nas Ilhas Cayman, que revende os direitos de ordenha de sete vacas para a empresa, cujo relatório anual diz que os ativos incluem oito vacas, com opção para mais uma no próximo ano. Enquanto isso, alertado pelo Feng Suei, você mata as duas vacas.
TOTALITARISMO: Você tem duas vacas. O governo toma ambas e nega que você existe. O leite passa a ser proibido.
DEOMOCRACIA JAPONESA: Você tem duas vacas e dá o leite para a Yakuza, de modo que eles não façam perguntas estranhas sobre para quem você está fornecendo o leite.
DEOMOCRACIA BRASILEIRA: Você tem duas vacas, mas deve aguardar uma votação no Congresso que decidirá qual o preço máximo que o leite deve ter no mercado livre. Enquanto isso, a concessionária de energia multa você em cem vacas, por falta de pagamento de energia elétrica e ligação fraudulenta. Você recorre e os peritos confirmam que todas as faturas foram pagas e nunca houve ligação fraudulenta. Você recebe as cem vacas de volta, mas, enquanto isso, as duas vacas morrem de fome, porque você teve que despedir funcionários e vender o feno e o leite para pagar as cem vacas da multa. Você vai a um programa de entrevistas e consegue apoio no Congresso, que decide arquivar o projeto. Seus documentos são roubados e você vai preso por estar vendendo maconha na porta do colégio onde seu irmão foi acusado de assediar sexualmente um garoto de seis anos.

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Achei muito divertido esse texto, pra se pensar!=D