Especial Filmes: É proibido fumar (Br)

Meu deus, ma-que-calor! Não sei se o calor abafado é ruim ou se estar em casa nesta situação é ruim… ahh, como eu gostaria de estar na praia, alternando entre fritar na areia e flambar nas águas salgadas do mar! Ou então, metida numa piscina bebendo um suco de melancia bem geladinho!

Mas enquanto esse sonho não se realiza…

Segunda passada fui ao HSBC Belas Artes, e assisti aquele novo filme da Anna Muylaert, ‘É proibido fumar’, protagonizado pela Gloria Pires.

De um tempo pra ca, redescobri o cinema brasileiro. Nosso pais tem produções audiovisuais excelentes! Pra quem não sabe, durante a Era Collor o cinema brasileiro praticamente foi ‘extinto’ após o fechamento da Embrafilme, do Concine e a Fundação Brasileira de Cinema.

Após a criação da Ancine, em 2001, a produção cultural foi retomada. Apesar das produções do cinema brasileiro terem crescido, a participação no mercado ainda é pequena…  mas, vamos voltar ao foco principal, o filme!

Logo no começo o vicio da protagonista pelo cigarro é escancarado. Ela fuma sem parar, em qualquer lugar e quase o tempo todo. Se ela pensava em parar de fumar? Não, e nem fazia questão. Ate que, um belo dia (sim, há de ser belo, tais coisas só acontecem em dias belos..mesmo que nublados ou chuvosos) ela conhece seu novo vizinho, se apaixona e se motiva a largar o vicio – ou simplesmente o faz para agradá-lo, fica a critério do cliente…

Com essa nova ‘paixão’, ela volta a se cuidar, e isso inclui parar de fumar…; nesse cenário, ela precisa lidar com suas inseguranças e carência. E ai que a trama se desenrola.

O filme tem cenas divertidas sem serem forçadas, e o enfoque gira completamente em torno da protagonista, tanto que durante o filme apenas a visão dela é mostrada. Você desconhece o passado, sentimento e ponto de vista do vizinho.

Alem disso, a câmera esta quase sempre parada, o que propõe uma idéia de tédio, tempo morto, que remete a vida da personagem. O cenário de sua casa relembra as casas americanas dos anos 60/70, num tom rosa e pastel. Há cor, porem ela esta ‘apagada’. Na minha opinião, isso remete a personalidade da protagonista: uma pessoa viva, jovem, porem apagada e estagnada no tempo.

A trilha sonora é agradável, o elenco atua muito bem. E, alguns após saírem do cinema podem se perguntar o porquê do nome do filme. Eu, na minha petulância, cheguei à seguinte conclusão: Fumar mata! (só assistindo o filme para entender!)

Bom filme e boa pipoca pra quem for assistir!

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