Archive for the ‘Meus textos’ Category

13/12/2009

Vitrolinha vitrolinha minha!

Quis subir ao céu e tocar as estrelas. Inebriar em nevoas, balançar, deixa-se levar… Tocar o tempo, mentir verdades, iludir a realidade. Saudade! Saudades..! Em espanto tocou e deixou-se tocada; parou na escada, olhou por trás da parede e nada… sede,sede, muita sede e nada de água!
Em sono,sonhos! Desativo de memórias, criação de idéias e relaxando a cuca. Ahhh, traz coisas diferentes, sensações novas o tempo novo! Diz ano novo, então mudem as caras, por que não há de mudar? Mudem, mudem as caras…!
Quis escapar do passado, inovar o presente e desconhecer o futuro. Quis sair do tédio… que tédio! Cansaço do mato, de todos cavalos, do ginásio e colegial! Vida, vida, quer vida! Andar, cansar, caçar! Morrer de amor e matar!
Viver em letras, mas o vicio não deixa! Maquina chata, quente, metálica, me liberta de sua presa? Me tenta, me tenta, cedo e nada trás em troca… maquina dos homens,maldita maquina… gosto tanto de tu, metálica..e só se aproveita de mim.
Em marte o leão! Final de netuno seria mais certo dizer… mais certo, não de todo certo. Nos outros planetas criar vontade,vencer barreiras invisíveis de mim com mim mesma. Tirar pedras dos caminhos… ou, pular… que seja,desde que superar!
Escreve, mas em tinta de watts não fica muito impresso.. sabe-se la como são a coisas, não.. ? duas e vinte dois… beijos pro relógio! Escreve pra depois ler, lembrar e manter sorriso! Vá entender, vá entender… cansei desse tema,mas não canso de o reescrever.

Advertisements

à Diego Andrade, 23/11

06/12/2009

Esse post é uma resposta ao post de 23/11 do Diego Andrade.
1ª Passeata Fora Sarney, Agosto 09

Diego, eu não diria que os jovens insistem em fechar os olhos… muitos deles já estão cegos, – como aqueles das classes mais populares desprovidos de ensino de qualidade, com condições precárias de vida e uma lavagem cerebral governamental absurda – e outros furaram os próprios olhos ao negarem a importância e interesse da política para a vida cidadã (afinal, esses que furaram os próprios olhos não dependem da maioria dos serviços públicos, como educação-saúde-transporte e logo, não sentem-se parte do país, a não ser em época de Copa do Mundo e olhe la.. )

Mas pior do que a desmotivação de alguns jovens para ingressarem ou ao menos interessarem-se pela política, é a invisibilidade daqueles que tentam fazer algo.

Ainda existem aqueles que se importam. Existem sim. Nem todos são super ativistas, porém basta um começo de senso critico e atitudes pequenas, como o voto consciente, para iniciar mudanças no país.

O que me deixa, com o perdão da palavra, puta da vida, é ver quantas pessoas interessadas, ativistas e conscientes tentam lutar contra o sistema em vão. Fui em duas passeatas fora Sarney,e apenas a primeira teve uma pequena divulgação. Já houve mais de cinco passeatas. E o povo fica sabendo? Não. Tudo neste Brasil é controlado pela mídia, e sem apoio da mídia os poucos que pensam não conseguem seguir em frente. Deprimente,mas é a realidade. Então, o que fazer? Pixar prédios do governo ou muros com frases de luta política? Se rebelar usando de violência? Nada disso dará certo se a mídia continuar mascarando.

Tudo pode ser desvirtuado, dado um novo sentido, ‘vandalismo’, ‘depredação’… Se nem a forma mais simples de ativismo, as passeatas, dão resultado…

Como continuar com a luta por um pais mais justo, se são poucos, mínimos, ínfimos aqueles que pensam e fazem algo, e ainda por cima sofrem com uma ‘censura seletiva’ da mídia? Talvez o voto consciente de toda a nação, a reestruturação da educação e dos setores de base… talvez a aparição de políticos realmente interessados em melhorar o pais e não o saldo bancário da própria família… é muito difícil. É uma questão a se pensar…

Mesmo não sabendo a resposta, o importante é compreender que não é a falta de vontade que impede o ativismo, são outras coisas… e essas sim precisam, custe o que custar, ser derrubadas.

Sem carinho

21/10/2009

Os cabelos caiam-lhe na face e era preciso enxergar. Colocou-os detrás das orelhas e, o que viu não passou de seres azuis saltitantes, felizes e ocos de felicidade. Tudo aquilo não passava de uma droga a ser consumida; da pseudoilusão da alegria, companheirismo, amizade. E, mesmo se fossem reais, deveriam por isso ser tão irracionais?
A perspectiva de um remédio para a felicidade era tão maior e tão mais atraente que pouco importava aqueles que não seriam aclamados e não compartilhariam do momento. Nesses casos, felicidade e egoísmo andam de mãos dadas e o valor das coisas é fingido.
Palmas, uivos, aclamações maiores que não passavam de brincadeiras tolas. Justo aqueles que desmereciam e impediam o valor das ações humanas para preservar o ‘sistema de produção’ recebiam os mais extasiados aplausos.
É triste, os azuis aplaudiam suas drogas e seus remédios com fervor, de tão dopados que estavam.
E aquilo para eles era a felicidade. Instantânea.

Gemidos impróprios ao público nacional

25/09/2009

Ô cara de pau!
Você e seus amigos
bebendo todas esperanças –
de um País, um povo –
Em goles ferozes e vorazes de absinto papeirado

Filhos sem mãe
palhaços do horário político
que tem o cidadão como platéia
e o voto como ingresso de seus shows

Goza! GOZA! Com prostitutas infames!
Coquetéis e reuniões prazerosas!
a política como cama!
o brasileiro expectador desse show erótico!

Mas, não obstante contudo entretanto inevitavelmente, sem a qual,
Conforme com clareza..
Lembre-se: uma hora não sobe mais;
Essa hora esta por vir.
E nem Viagra adianta, queridos.

As palavras de mel e limão

25/09/2009

Diz pra mim, Amor
que me ama…
ama, demais
E, meu bem – e não eu –
é o que quer

Diz pra mim, Amor
o sol é vívido
morrer não é a noite
no escuro estrelas brilham
para ter paz não é preciso sofrer
a vida, vale mais do que querem te fazer acreditar.

E, se por um acaso,
realmente me amar,
dispense exageradas preocupações
dispense ser todo instante mel
para ainda existir saudade e desejo

Tipo assim…

20/08/2009

Por que estamos vivos? Não acredito que seja um simples acaso sexual dos nossos pais ou apenas um projeto para sermos grandes empresários e ótimos músicos. Vivemos por algum motivo. Vivemos porque, se as pessoas durassem pra sempre, o mundo seria o mesmo. Vivemos para mudar o mundo. Não acredito em utopias, mas sonhos são possíveis e, se sonhamos, é porque esta ao nosso alcance torná-los realidade.

Engraçado. Quando somos jovens, somos imaturos, inseguros, todos os perigos batem a porta e por isso nada devemos fazer. Nossos pais nos protegem da garoa e não nos deixam sair à noite porque é perigoso. Mas pra balada agente faz um esforçinho e consegue convencer. Compramos litros e litros de álcool porque ele nos faz sentir livres de medos e vergonhas, porque é divertido. Alguns fumam (escondido) porque acham prazeroso.

Se errarmos a rua e perdemos o caminho, é só pegar o celular e ligar pra velha ou pro velho… Podemos fazer o que quiser, somos jovens. Mentimos, queremos liberdade, porque somos jovens. Ficamos, transamos, porque somos jovens. Saímos muito, reuniões de amigos, ficamos loucos, erramos, porque somos jovens. E isso, mesmo que indiretamente, é permitido e nos permitimos, porque é a ‘tendência natural da juventude’ aproveitar a vida, romper com o passado, novos costumes, nova cultura, e acima de tudo, porque nossos pais já foram jovens e sabem como ‘as coisas’ são.

Só não querem admitir que deram trabalho aos nossos avos, os preocupavam e faziam coisas proibidas. Nossos pais toleram, mesmo não gostando, mas toleram porque entendem, já viveram essa fase e com ela muito aprenderam e muito amadureceram. Não vão deixar de amar você por isso, viver o seu tempo.

Mas agora me pergunto… Será que somos realmente jovens? Ou será que tudo que citei ali em cima não passa de uma condição sine qua non do que acreditamos ser? Se a juventude é o novo, a mudança, o perigo, os amigos, a liberdade… Por que estamos cada vez mais sozinhos, amando menos, correndo sempre os mesmos riscos e o pior, e acima de tudo, acreditando que não podemos mudar as coisas a nossa volta?

A juventude também deveria ser a idade de mudança, a ruptura de velhos valores e costumes, mas o que vejo são homens e mulheres fazendo o mesmo de sempre, pensando o mesmo de sempre, agindo o mesmo de sempre e achando que em relação a problemas coletivos nada podem fazer porque pensam que os únicos problemas ao alcance são os pessoais e que, justamente, são os únicos que merecem ser resolvidos.

“Mudar o mundo? Que coisa mais idiota! Mudar o mundo é clichê de comunistas!” “Não posso fazer nada” “é perigoso, vai que da briga com policia” “o Brasil sempre foi assim e sempre vai ser” “meus pais não deixam” “problemas dos outros, se eles vivem assim eu não tenho nada a ver” “todos os políticos são iguais e corruptos”

Frases como essas, pensamentos como esses, são justo aqueles que nos vendem. E compramos. Mesmo quando temos informação e quando problemas coletivos também nos atingem (classe media também usa metro e ônibus! Sem falar nas tão ambicionadas faculdades publicas…), não fazemos nada. Afinal, “não vai mudar, é perigoso participar de passeatas, não adianta escolher e vigiar em quem eu voto porque todos políticos são iguais, não adianta reclamar meus direitos porque o Estado não vai ouvir”. E assim continuamos nos afogando em ignorância, problemas e dificuldades que poderíamos viver sem!

E é ai que entra o papel da juventude. Somos jovens, não temos família pra sustentar, não temos emprego fixo, não temos grandes responsabilidades, nossa mente é flexível, estudamos, temos uma visão de mundo adiantada, e energia sobra. Se compramos álcool escondido, por que não podemos ter ativismo político escondido dos nossos pais? Hum, ta… pode ser que considerem o álcool ‘menos perigoso’ do que ativismo (haha!..)… Então pelo menos o voto consciente e a observação dos nossos políticos, para não reeleger os ‘corruptos de sempre’ era o mínimo com o que deveríamos nos preocupar. Somos a mudança que queremos ver, e isso não é clichê. Por que não pesquisamos a fundo os candidatos, lemos as propostas e votamos de acordo com aquilo que acreditamos ser o melhor? Quem melhor para escolher o futuro senão o jovem, aquele que vai viver esse futuro?

Mas os jornais tornaram política um assunto chato e entediante, e paciência e tempo são palavras que não existem no mundo globalizado. Nem vontade, nem paciência e nem tempo temos para gigante atividade… Tempo pra ver TV, ouvir musica usar o Orkut, MSN… mesmo que sejam dois minutinhos tem! Mas pra política nunca sobra tempo! Cidadania, o que significa essa palavra? Meio ambiente, doação? Humanidade? Que?

….

F alta muita consciência e vida.
Não acredito que viver seja um verbo egoísta. Viver plenamente envolve também o que plantamos de bom no mundo em que vivemos, e isso falta MUITO hoje em dia. Vivemos de forma egoísta, competitivamente, alienados, frios, sem amor.
Somos mais velhos do que imaginamos porque juventude não é idade, é estado de espírito e possibilidades. Vestibular tem todo ano, emprego sempre vai existir (vezes mais, vezes menos, mas não entrarei nos méritos econômicos), momentos felizes e prazeres só existem porque conhecemos momentos tristes e dificuldades.

Não podemos deixar a juventude passar. Não podemos deixar a televisão roubar o bem mais precioso o que agente tem: o interesse, a ação e a mudança. Não podemos perder a Fe de viver em um mundo mais justo, mais saudável, melhor!
Vivemos para mudar o mundo. Não acredito em utopias, mas sonhos são possíveis e, se sonhamos, é porque esta ao nosso alcance torná-los realidade. Mas não adianta só sonhar, é preciso fazer acontecer!