Microtextos


Delirio

Janeiro 6, 2009

Puff. De repente um estalo. Milhares de ideias compulsivas dominam-me a mente. Pensamentos rápidos, vagos. Ideias loucas, insanas comem meu cérebro, que pude sentir esquentar. E da cabeça todo esse calor disseminou-se ate o ultimo de meus dedos dos pés. Mas que viajem! Vontade louca e animal!
Queria perder o controle, sair a noite na rua destinando o infinito e, se possível, congelar o tempo. Não precisava de horas, dia ou qualquer derivado. Eu precisava era do momento noturno, oportuno e arisco. Não preocupava-me as saudades, já as havia sepultado. O momento era todo meu desejo…
Contudo continuei, estagnada. Tanto calor degenerou-me, perdi a noção e a direção… Era uma droga boa, uma moleza e flexibilidade lógica de dar inveja a qualquer mero mortal, tamanha a criatividade fermentada…
O que devia ser feito? Escrever? Deixar enfim o cansaço abater-me e desmaiar por entre o edredom?… Delírio.

Io volero non avversare…
Dezembro 28, 2008
A jovem sentou na calçada, e ficou a observar o movimento na rua. Muita pessoas e confusão… ela não conseguia ler a mente de todos, mas também pouco fazia questão disso.
O que mais lhe intrigava era conseguir ler e se possivelmente entender, não a mente, mas o sentimento da cada individuo ali presente. Por que ódio e amor andam sempre de mãos dadas? Por que a esperança e o vazio brincam continuamente? Por que as idéias possuem as mãos atadas por valores? E por que a maioria das pessoas não dão razão ao que sentem?
Talvez fosse necessário o tempo para envelhecer-lhe com experiências: viver ultrapassa qualquer entendimento – Clarice Lispector já sabia. Mas a garota não queria o tempo… ela queria o presente, o agora. Queria instantaneamente todas as respostas… Porem ela já sabia, que isso era impossível, que ela não teria. Não porque as respostas eram impossíveis, mas a sinceridade para sua existência era. As pessoas costumam mentir, talvez por defesa, talvez por falta de amor. Mentem para os outros, mentem para si…
Pensou por um instante que talvez todo seu ódio e confusão, toda sua busca, fossem apenas mentiras. Nada mais fazia sentido, nada mais tinha valor.


Beep.

Dezembro 14, 2008
Cai a noite. Ascendem-se as luzes nos apartamentos. Esta tudo tão quieto… tão vazio. Olha pela janela procurando encontrar alguma distração para seus olhinhos miúdos quando ouve um barulho agudo e curto. Recebeu uma mensagem em seu celular. Deveria ela ler no instante ou não? Sua curiosidade foi maior…
A surpresa foi boa. A curiosidade valeu a pena, e os riscos vividos também. Sentia-se idiota e envergonhada de si momentos antes do ruído do celular desperta-lhe a atenção. Mas refletindo apos a breve leitura percebeu que talvez os mesmos motivos pelo quais ela tinha vergonha foram os que transformaram seu futuro em presente. E um presente digno de seu homônimo… Agora, com ele em mãos, bastava-lhe desfazer os nos e abrir a caixinha de supresas… Here she goes…

Eco
Novembro 12, 2008 por kisekii

Há um sentimento vazio tentando sair pela janela. Sem saber o que fazer, o que ser, como… é loucura, devaneio, hormônios quem sabe. Muita confusão, o quarto está escuro demais: não exerga a saída. Talvez fique lá para sempre, talvez morra ali mesmo. Não sei.

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s


%d bloggers like this: